Falta respeito ao Jardim do Baobá

O Dia do Baobá foi ontem. E por esse motivo, o nosso #OxeRecife dedicou a segunda-feira ao maior colosso vegetal do mundo, com cinco postagens, todas sobre o mesmo assunto. Mas a que teve mais acessos no Facebook do Blog foi aquela que mostrou o quanto está detonado o Jardim do Baobá,  apesar do espaço ter se transformado em um dos mais bem sucedidos locais de convivência pública do Recife.

Mostramos o quanto a área, tão bucólica  – e à margem do Rio Capibaribe – necessita de cuidados. Um dos leitores do #OxeRecife, Allan Chaves, acusa os próprios residentes do bairro das Graças pela falta de conservação daquele tão aprazível Jardim. “Falta explicar que os moradores e pessoas que trabalham no local jogam os carros desde o início, em cima das mudas que ficaram ali”, afirma, não sei se referindo-se ao canteiro horizontal que fica no próprio Jardim (tangenciando o muro do Restaurante Papa Capim). Ou se aos onze outros, quadrados, localizados na Rua Madre Loyola, e que ao invés de plantas estão cheios de lama e lixo.

Um gradeado discreto como este da Praça de Casa Forte, no canteiro que tangencia o muro do Papa Capim protegeria as plantas no Jardim do Baobá.
Um gradeado como o Praça de Casa Forte, protegeria dos carros o  canteiro que tangencia o muro do Papa Capim no Jardim do Baobá.

Se o problema é esse, a solução parece simples. Na Rua, seria o bastante que fossem colocados protetores altos em redor das mudas, o que impediria a passagem de automóveis. No canteiro do próprio Jardim do Baobá, talvez fosse interessante, também, como medida educativa, colocar-se um gradeado como os que protegem os jardins da Praça de Casa Forte. São baixinhos, não estragam a estética e impedem a invasão motorizada. “Já peguei carros estacionados atrás dos balanços em caminhadas matinais”, diz o leitor.

Reclama de vasos destruídos “para dar espaço aos carros”. E vai ainda mais longe, afirmando parecer que “existe uma espécie de  ‘arrumadinho’ de quem mora ali e dos estabelecimentos para acabar com o Jardim”. Faz  uma retrospectiva sobre o caso: “Não é de hoje, mas desde a época que foi anunciado que o local iria dar espaço ao Jardim e de toda uma briga sobre a invasão do Papa Capim, que quase detonou o baobá”, diz o leitor, referindo-se ao muro do restaurante que a Prefeitura obrigou a recuar, na fase de implantação do Jardim do Baobá. Com a palavra, os órgãos públicos  que cuidam do espaço.

Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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