“Barraco” no Moviemax Rosa e Silva

O Moviemax Rosa e Silva virou uma opção ótima, para quem mora na Zona Norte, sempre com boa programação. Sábado fui ver o excelente Além das Palavras. E nada como um público ligado. “Você vai ver qual filme”? “Emily Dickinson”, todos respondiam, referindo-se à atormentada e inquieta poetisa norte americana (1830-1886). Pois tirando a projeção, haja barraco no cinema. Em primeiro lugar, receber o troco virou problema nas suas bilheterias. Pela segunda vez, acontece comigo.

Em uma das vezes que estive lá, a funcionária da bilheteria disse que não tinha troco, que depois eu fosse buscar. Fui. Ela devolveu, mas com olhar “atravessado” para mim, como se esse não fosse o meu direito. No sábado, mesmo problema. Dessa vez pior. Ficou R$ 1 lá. “Após a sessão, a senhora pega”. Fiz o combinado. “Só falando com a gerente”, foi a resposta, quando retornei. A funcionária saíra sem deixar orientação para a que ficou, foi o que me explicaram. Eu disse: ”Como, meu troco fica com vocês e tenho que pedir à gerente para recebê-lo ? ”. Nem fui.  Não ia estragar o que o filme me proporcionou. Preferi lavrar  aqui o meu protesto. Tenho testemunhas.

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Da próxima vez, vou pedir um “vale troco”.  É verdade que R$ 1 não é quase nada. Mas o que revolta é o desaforo. Na hora de quitar o estacionamento, fez falta sim, porque o pagamento poderia ter sido mais rápido, sem atrapalhar a fila quilométrica que se formara, ao final da sessão de 18h50m. A conta do estacionamento deu R$ 8. Mas eu só tinha R$ 7 trocados.  E haja tempo para receber o troco de R$ 20. Finalmente, atrapalhou, ou não atrapalhou? No cinema, haja barraco. Mulheres discutiram em voz alta, uma se levantou e foi embora. À minha frente, uma outra reclamava porque a de trás batia com os pés no encosto de sua cadeira. Outras falavam alto. “Acaba com essa feira”, tive vontade de gritar, como já fizera, em um outro dia, no anonimato do escurinho.

Ao entrar, quando procurei minha poltrona, estava ocupada por dois imensos sacos de pipoca. Pensei: “Meu Deus, ver o filme no tec-tec, vai ser horrível”. Não foi. Para minha surpresa, a jornalista e atriz  Stella Maris era dona dos saquinhos. Comeu o milho explodido sem fazer um barulho sequer. Foi a única vez que aconteceu no cinema com vizinhos comedores das ditas cujas, os trituradores de pipocas. Mulher classuda e cheia de educação, essa Stella Maris. Em compensação, do meu lado uma outra espectadora detonava batatas chips. Um horror. Parecia que estava mastigando lenha. Cadê o respeito à sétima arte? E a educação, onde é que fica?  Sim, esqueci. Ainda teve um celular tocando durante o filme. Nada poético, para se assistir à história de Emily Dickinson.

Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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4 comentários

  1. Eita, só agora vi a postagem. Sim, adoro pipocas, mas até para as pipocas há que se ter alguma elegância, né? Principalmente no cinema.

    1. Com certeza, Stella. Educadíssima, fina mesmo, você. Normalmente as pessoas “trituram” com tanta força, que o barulho incomoda. Não é só a mim não, é a muita gente. kkk

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