Fábio: entre a Passa Disco e a natureza

Nada como falar de gente boa. E Fábio Cabral de Melo é gente boa. Ou melhor, Fábio Passa Disco, nome da loja “radical” – no bom sentido, claro – que mantém no Shopping Sítio da Trindade, onde só vende CDs brasileiros. E de boa qualidade. Fábio é, também, produtor musical, sempre preocupado em valorizar os artistas da terra. Já são sete CDs produzidos, dentro das três séries: Frevando para o Mundo, Cantando para o Mundo e Forrozando para o Mundo. O outro lado de Fábio, que nem todas as pessoas conhecem, é o de amante da natureza. Ele também é agrônomo, e ama as plantas. Por esse motivo, atua como jardineiro voluntário do condomínio onde reside, no bairro do Espinheiro.

Ele tinha uma empresa – a Natureza, Jardinagem e Paisagismo – que atou até 2009 – fazendo jardins inclusive de instituições como o Zoobotânico de Dois Irmãos, Fundação Gilberto Freyre. Mas a partir daquele ano resolveu dedicar-se só à música. Mas a natureza o chamou de volta, e ele cuida dos jardins do Edifício Santa Sofia, onde reside. Dedica quase duas horas do seu dia a regar as plantas e a cuidar delas, quando necessário. Conserva o canteiro externo do prédio – na calçada – e também todos os jardins internos. É o lado Tonzé de Fabinho. Para os que não lembram, o artista adora plantas, e chegou a atuar como jardineiro, durante o período de ostracismo.

“O condomínio não tem despesa nenhuma”, afirma Fábio. “Às vezes, alguns moradores viajam e pedem para que tome conta das plantas deles, de outras, me pedem mudas”, conta. Ele tem mania de Espadas de São Jorge, a planta que, segundo a superstição, tem o poder de afastar maus olhados. Usou e abusou dela na parte externa do edifício, e também plantou íris roxo, clúsia e jiboia na forração. Nos jardins internos fez uma mistura de ervas com plantas decorativas. Como citronela, hortelã, manjericão, alecrim, erva cidreira entre as primeiras. E Espadas de são Jorge, dracenas, lírios, papoula e helicônias entre as segundas. Viva Fabinho, a quem já pedi socorro, uma vez, para ter certeza que algumas de minhas plantas haviam sido envenenadas por uma pessoa de espírito ruim. Ele confirmou minha suspeita, mostrando as marcas da prova do crime nas folhinhas enegrecidas.

Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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