Livro “Roliúde” chega ao sambódromo

Blogueiro, jornalista e escritor dos bons – é autor de Tapacurá, Viagem ao Planeta dos Boatos  e do romance Roliúde – o colega Homero Fonseca acaba de ter uma surpresa. Roliúde ( Record, 2007) simplesmente acaba de virar enredo de escola de samba, em São Paulo. Ele havia sido consultado sobre o assunto, em março do ano passado, através de um e-mail de Thiago Morganti, que se apresentou como compositor, fanático por literatura e samba. E pediu para usar o romance como enredo, em 2017. Homero liberou, mas depois não pensou mais na conversa. Achou até que o assunto tinha morrido.

Mas essa semana, recebeu uma correspondência de Thiago. “Está tudo pronto, venha participar”. O romance havia virado mesmo o enredo da Escola de Samba Colorado do Brás, uma das integrantes do Grupo de Acesso do carnaval de São Paulo. Ele foi dar uma olhada no portal da agremiação, e teve uma segunda surpresa. “As fantasias estão deslumbrantes”.  Isso, mesmo a agremiação sendo pequena. “Nascida de um time de futebol de várzea, é uma típica escola de comunidade, no caso Pari-Brás, centro-leste da capital paulista. Antiga, mas nunca logrou subir ao Grupo Especial. As fantasias, este ano, estão muito bonitas e o samba-enredo é de arrasar”, comemora Homero.

E até arrisca um palpite. “A Colorado, penso, tem tudo para subir de categoria”. Ele resolveu acompanhar essa “epopeia”. E viaja para ver o Carnaval de São Paulo, “coisa que nunca imaginei na vida”. Anotem aí, para torcer pelo nosso amigo. O desfile será no domingo, 26, no sambódromo do Anhembi. Homero lembra que o sambódromo foi “construído pela prefeita Luíza Erundina, nordestina de fé, como Severino (Bibiu), o personagem do romance que inspirou o tema e o enredo da escola, cujo título é “Luz, câmera, ação! A Colorado apresenta: a Roliúde no Sertão”. Viva nosso Homero Fonseca.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife

Foto: Divulgação / Ana Fonseca

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