Pneus podem virar focos de dengue em pátio da Emlurb

Faça o que eu digo, mas não o que eu faço. É o que prega o ditado popular. Nas campanhas contra as arboviroses – dengue, zika e chicungunya – as autoridades sempre botam a culpa na população. Informam que 80 por cento dos focos do Aedes aegypti encontra-se em ambientes domésticos.  Mas, muitas vezes, os órgãos oficiais pecam por descuido ou omissão. Até nesse caso tão grave.

É verdade que muita gente não tem cuidado. Mas é verdade, também, que muita proliferação em ambiente residencial se deve ao excesso de água armazenada em potes ou reservatórios maiores, porque ela falta na torneira. E o que dizer dos canais que são esgotos a céu aberto, do lixo espalhado nas ruas e das repartições que não fazem o dever de casa? Um simples copo descartável junta água e pode virar um foco do mosquito.

O portão da Gerência Operacional da Emlurb estava fechado, mas mesmo assim é possível se observar o descuido.
O portão da Gerência Operacional da Emlurb estava fechado, mas mesmo assim é possível se observar o descuido.

A cena da foto, por exemplo, captada pelo nosso #OxeRecife não é de hoje. Eu só monitorando, quando passo caminhando pelo local. Pensava, amanhã  está limpo, vão recolher tudo. Não recolheram. E a imagem fala por si. Esses pneus estão armazenados, ao ar livre, e sem nenhuma proteção há um bom tempo. Ficam, ironicamente em área administrada pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb).

Eles estão jogados no pátio da Gerência Operacional de Fiscalização da Emlurb (das RPAs 2 e 3), na Avenida Dezessete de Agosto, à altura do bairro do Monteiro. A poucos metros dali, também do lado direito, um borracheiro que tem um monte de pneus ao ar livre dá sinal de civilização à Emlurb, protegendo-os com coberta de papelão grosso. E depois… o povo ainda leva a culpa pela proliferação do mosquito… #OxeRecife.

(Fotos: Letícia Lins / #OxeRecife)

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