Barco recolheu 55 toneladas de lixo no Capibaribe em 2016

Não é brincadeira. A gente que anda sempre pelas margens do Capibaribe ou pelas suas pontes, observa que, além do excesso de esgoto  doméstico (ainda), o Rio padece da falta de educação e de cidadania do nosso povo. Não faz muito tempo, um educandário, localizado na Avenida Rui Barbosa, foi flagrado jogando tralhas no bairro da Jaqueira.  Na Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, que dá acesso àquela via, o que se vê é muito saco plástico de lixo na beira do Rio. Dia desses, vi um empregado de um condomínio de luxo atirando descarte lá. Como cidadã, reclamo, resmungo, mas de pouco adianta. Isso só se resolve com multa e educação.

Para se ter uma ideia do prejuízo que o Rio sofre – e por consequência o mar, já que o Capibaribe nele deságua – a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) informa que, só neste ano, mais de 55 toneladas de detritos foram retiradas do seu leito e das margens. Se isso só foi o que se retirou, com um único barco, imaginem o que tem lá dentro. Um exemplo dessa agressão pode ser visto no Capibar, bar situado no Poço da Panela, cuja “decoração” é feita com o que se tira de suas águas. E vem de tudo: cadeiras, garrafas, fogões, televisores, monitores de computador, pneus, pés de máquina de costura, tudo que se possa imaginar. Um crime. Até porque o Recife dispõe de oito ecoestações de coleta desse tipo de material.

Ecobarco da Emlurb já retirou mais de 22 toneladas de detritos do Capibaribe.
Ecobarco da Emlurb já retirou mais de 22 toneladas de detritos,, enquanto Capibar expõe o que já tirou do Capibaribe.

As ecoestações  ficam nos bairros de Ibura, Totó, Imbiribeira, Campo Grande, Cohab, Torre e Arruda, e já receberam até agora 22 mil toneladas de lixo.  Cada recifense pode entregar  até um metro cúbico de materiais por vez. Portanto, as ecoestações são a melhor opção para descartes, como forma de preservar o rio.  Elas só não recebem materiais eletrônicos, lixo industrial e lixo hospitalar. Para  limpar o Capibaribe de tantas agressões, a Emlurb utiliza um Ecobarco, que é usado para remover resíduos sólidos flutuantes. O “vassourinha” atua em trechos navegáveis, incluindo as ilhas do Centro, a Zona Norte até a BR-101. Ao todo, a extensão coberta chega a 35 quilômetros. A Bacia do Pina e os afluentes também passam por limpeza. Além das ações do Ecobarco, há mutirões manuais, voltados para as margens do Capibaribe.

A Emlurb informa que regularmente também realiza a limpeza nos manguezais que margeiam o Rio Capibaribe. As intervenções acontecem ao longo da Rua da Aurora, no trecho compreendido entre a Rua da Imperatriz e a Avenida Norte. Também beneficiam a vegetação que fica em frente à Casa da Cultura; a área localizada em frente ao Paço Alfândega; o bairro do Recife Antigo; Cais José Estelita; Cabanga; Jaqueira e Poço da Panela. As equipes são geralmente formadas por 10 a 20 garis, dependendo da quantidade de serviço a ser executado.  Vamos colaborar? O rio é um dos grandes patrimônios do Recife. E precisa ser preservado. Compre essa ideia. #sujeiranão.

(Fotos: Letícia Lins (Capibar) e Antônio Tenório (Ecobarco) / #OxeRecife

 

 

 

 

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