Semoc garante ordem em Boa Viagem

Apesar dos abusos registrados no último final de semana, na Avenida Boa Viagem – quando carroças e motos recomeçaram a ocupar as calçadas da via – a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife (Semoc) assegura que a praia não corre o risco de enfrentar a mesma bagunça registrada no verão anterior, quando os pedestres mal conseguiam transitar no calçadão, principalmente nas manhãs dos sábados, domingos e feriados, dias de maior movimento.

O problema ocorria nas duas margens da via, em extensão que ia da Pracinha de Boa Viagem até a altura do Edifício Acaiaca, onde ele persistia, mas em proporções menores do que na área anterior. A Semoc informou que está realizando “ações de melhoria na orla de Boa Viagem”. E garantiu: “Diariamente, uma equipe fiscaliza a área para identificar e coibir qualquer instalação irregular de equipamento no calçadão, que possa comprometer a mobilidade dos pedestres”.  E acrescenta: “Quando alguma irregularidade é encontrada, o infrator é notificado e pode ter o equipamento apreendido”.

Bem que a Emlurb e a Semoc poderiam fazer um esforço conjunto, para evitar cenas como esta.
Bem que a Emlurb e a Semoc poderiam fazer um esforço conjunto, para evitar cenas como esta, em Boa Viagem. Feio, né?

Segundo a Semoc, há  um decreto  que determina que os permissionários dos quiosques respeitem horário de funcionamento, das seis à meia-noite. “O objetivo é o de organizar o espaço público”, informa em nota enviada ao #OxeRecife. A Semoc esclarece ainda que após a ação de ordenamento realizada na faixa de areia, foram designados espaços livres para que os banhistas possam usufruir da praia sem, necessariamente, se instalar em alguma barraca.

“Cada um dos sete espaços determinados pela pasta tem entre 10 e 20 metros, onde podem ser distribuídos os guarda-sóis e as cadeiras dos barraqueiros. Os comerciantes cadastrados que atuam na faixa de areia também obedecem ao decreto, no qual está estabelecido que o tamanho determinado para cada barraqueiro seja respeitado”. (Na prática, os chamados “espaços livres” não existem, pois a maioria dos barraqueiros “colam” suas cadeiras às do barraqueiro vizinho, dificultando até mesmo o percurso do banhista  da areia até o calçadão).

A Semoc afirma, ainda, que fiscais da pasta realizam vistorias diárias nos espaços ordenados com o intuito de evitar o descumprimento das regras e no calçadão para evitar a ocupação irregular de área pública. Agora não custa nada perguntar: se a Semoc tem tanto fiscal de barraqueiro na praia, por que não dá uma “mãozinha” à Emlurb, para evitar que os ambulantes joguem tanto lixo no chão?  É só se impor, aplicando punição, como foi feito na questão da invasão das calçadas. Quem não mantiver a praia limpa, tem equipamento apreendido. Pronto, queria ver, se sem o ganha-pão, o barraqueiro ainda se atreveria a jogar o lixo no chão. #Oxe, Recife… #Sujeira não.

(Fotos: Letícia Lins / #OxeRecife)

 

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