O Recife e o “Bê-a-bá do Baobá”: novo livro para crianças

Como se sabe, o Recife é a cidade dos baobás, essa planta nativa da Ilha de Madagascar, na África, da qual constam oito espécies no mundo. Por aqui, a que se vê é a “Adansonia digitata”, um colosso vegetal que pode chegar a 3 mil anos. É ou não é um símbolo de resistência? São treza árvores tombadas na capital, sendo que há dezenas de outras plantadas e em processo de crescimento. E a cidade está cheia de amantes dessa árvore, alguns deles, amantes fervorosos. Caso de Fernando Batista, que encontrou no baobá  mais uma razão para viver, e anda a semear suas sementes pelo país. E de Ernando Alves Carvalho, que lhe dedicou um cordel, contando os seus mistérios, seus significados e um pouco da sua história.

Pois uma editora do Ceará, a Imeph, acaba de lançar o cordel em formato de livro para crianças. A edição, cuidadosamente ilustrada, está um primor. Ela traz 36 estrofes que contam a saga da planta, e que apontam os principais exemplares não só do Recife, como em outras cidades de Pernambuco e do Nordeste. Também mostra as suas utilidades pelo mundo. “Cisterna comunitária/ Destinada a armazenar/ Grande quantidade d´água/ Para a sede mitigar/ Nas épocas de escassez/Pode-se, por sua vez/ No grosso tronco cavar”, diz ele, mostrando a importância da árvore, nas regiões áridas. “Sua fruta é comestível/ E a folha medicinal/ Para certos aborígenes/ da Austrália Ocidental;/ Mas outros povos também/ Ainda hoje mantêm/ Esse costuma tribal”.

Depois, completa: “Pra certas religiões/ o baobá é sagrado,/ Principalmente na África/ Onde é muito cultuado. Como ponto de oração/ Preservando a tradição/ E raízes do passado”. Mais adiante, Ernando conta; “Fiquei gostando da planta/ Desde quando a conheci/ Na cidade do Recife/ Da primeira vez que vi/ Numa praça bem charmosa/ E talvez a mais famosa/ Que temos por aqui”. E refere-se à tão especial característica do Recife: “Cidade dos baobás/ Recife já foi chamada/ Por certo pesquisador/ Numa obra respeitada/Pois em nossa capital/ Essa joia vegetal/ É muito disseminada”. Por fim, faz um mapeamento poético, da presença do baobá no Recife, citando bairros e locais onde eles estão: Poço da Panela, Santo Amaro, Fundão, Graças, Praça da República, Boa Vista, Encruzilhada. Também cita pelo menos oito municípios pernambucanos onde o baobá dá o ar de sua graça: Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Ribeirão, Vicência, Serra Talhada, São José do Belmonte, Sanharó, Tacaratu.

(Reprodução do livro Bê-a-Bá do Baobá)

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